sábado, 9 de abril de 2011

Violência...

Venho por meio deste post expressar meu profundo pesar pelas vítimas do massacre na escola Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, na manhã do dia 7 de Abril de 2011, aqui no nosso Brasil.
Esta não é a primeira vez que acontece uma massacre deste tipo, como nós já sabemos, nos Estados Unidos já aconteceram vários, na China, Alemanha e outros lugares que agente não soube.
Crianças e pessoas inocentes que provavelmente contribuiriam para alguma coisa boa no nosso país morreram e outras tantas vão precisar de apoio psicológico/psiquiátrico por um bom tempo ou até pelo resto de suas vidas. Que tipo de questionamento surge na cabeça de vocês? Em primeiro lugar eu sou mãe. Penso nesses pais que perderam seus filhos fazendo o correto, os colocando na escola pra que um dia se tornem cidadãos de bem e de repente vem um alucinado e tira a vida dessas pessoas, ainda por cima selecionando quem morre e quem vive. Que isso?
E se aquele policial não estivesse fazendo blitz nas proximidades para ajudar o garoto baleado?
Indo mais a fundo, o que diabos influenciou este rapaz de 23 anos a realizar tamanha imbecilidade? Excesso de liberdade? Falta de atenção? O que gerou este transtorno? Por que esta pessoa ficou doente a ponto de cometer este crime?
Gente, olhem seus filhos! Olhem seus amigos e familiares! Façam o bem as pessoas, principalmente aos seus filhos! Fazer bem não é deixar fazer tudo o que quer, na hora que bem entende. Fazer bem é dialogar, é dizer porque não, é lembrar que ama, e lembrar que aquela pessoa é importante pra você! Dialogar é falar e principalmente, ouvir.
Meu filho, de 3 anos de idade, viu a reportagem na TV e fez o seu comentário: Mamãe, ele matou as crianças na escola né? O policial pegou ele, né?
Esse mundo, está cheio de traumas. A mídia veicula TUDO, o dia todo... agente vê sangue às 7h da manhã! Vamos na locadora e podemos alugar filmes como Columbine, sem problema nenhum, mesmo tendo 10 anos de idade. Na internet, você vê fotos de todos os ângulos de pessoas mortas ensanguentadas...Agente pode comprar jogos de video game violentíssimos pela internet, sem problema nenhum...aqui se você for atrás de uma arma ali na Rodoviária, vem com uma 38 sem problema, mesmo que você seja um jovem de 18 anos.
Até que ponto a mídia é boa? É normal ver tanta violência assim o tempo todo?
E todo mundo preocupado em julgar o insano, sem pensar em mais nada! Gente, pensem o quanto este desgraçado é mais uma vítima da nossa falta de responsabilidade! Na hora de irmos as urnas, eleger os nossos governantes, vamos pensar na segurança, tando dos lugares, quanto na influencia da mídia! Vamos pensar na venda de armas!
Como pode um cara desses entrar tão fácil numa escola com duas armas?

O que adianta investir em educação, fazer a criança ir pra escola, se na escola ela pode morrer assassinada?
Eu sei que sempre vai ter um doido, pronto pra massacrar as pessoas. Não podemos, infelizmente, fugir disso. Mas acho que podemos fazer a nossa parte, exigindo mais segurança nas escolas, nas ruas, nas praças, e ensinando as nossas crianças, que apesar de vivermos no meio de informações que influenciam na má formação do indivíduo, ainda existem pessoas de bem e que eles (e nós) podem se salvar desse tipo de coisa...

Eu sei que talvez isto não sirva pra nada...que tudo continue do mesmo jeito...mas é bom olhar pra si mesmo no meio desta merda toda e ver onde é que estamos errando...

E o Tirirca tá lá, rindo, num cargo altíssimo no MEC (Ministério da Educação).

Abraços a todos,

Um comentário:

Rebeca disse...

A consternação é enorme. Concordo sobre o desarmamento, a violência explícita, a irresponsabiliodade dos meios de comunicação em expor tanto sua opiniao, as vezes vil e barata. Mas se fizermos uma análise, não tão profunda assim, sobre a questão da saúde mental, a gente percebe que no nosso país não existe essa preocupação. Em Manaus, por exemplo, só existe 1 CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial) para os cuidados de pessoas com Transtorno Mental que com terapia e acompanhamento psicquiátrico conseguem conviver tranquilamente na sociedade sem promover massacres.